Afaga-me de tuas mãos nas carícias!
Afoga-me do mar do amor nas delícias!
Quero-te! Desnuda o teu corpo agora!
A luxúria, em mim, tal pedido exora:
Despe-te! O tesão é um sátiro caprichoso;
Quer o labor do sexo, o deleite do gozo.
Vem. Cinges-me a tu num abraço.
Sou teu. Uma qual dócil caça que se permite ao teu laço.
Oscula-me. O meu ardor em teus lábios sufoca.
Premente,
Ao ato de amar a volúpia convoca.
Vamos. O leito do amor está pronto!
As ideias que minha mente povoam nem te conto!
São fesceninas
Qual no lupanar das vendidas as ações.
E nus, de vez, nossos corpos, entreguemo-nos
Às mais prazerosas sensações.
Beija-me! preme-me!
Mordisca-me! enlouquece-me! usa-me ao teu sabor!
Assassina o recato, escorraça a vergonha, perde o pudor!
E a flama, lépida, se espraie do ardor.
Gemidos à cópula delirante:
É alta a febre de amor desse instante.
Férvido o sangue, nossos corpos exsudam.
Executemos o que amantes
Do manual de Eros estudam.
Do manual de Eros estudam.
Oh, amor! É chegado o ápice. Arquejo.
Montemos tendas nessa colina do desejo.
Vivamos de amar.
Do prazer o fluido em violento despejo
A transa arremata. Dá-me um beijo!
Agora vamos relaxar.
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