Sem medidas.
"Eu sou oito ou oitenta.
Tudo ou nada!
Calidez ou umidade
Touro bravio ou fera domada.
Eu sigo a volição da matéria
Ou me repouso no leito da alma.
Eu amo os luzeiros da Treva
Odeio as horas ensolaradas!
Eu durmo bem em catre do misérrimo
Tal qual sob os lençóis da opulência.
Eu sou controle e incontinência
Céu enxuto ou borrasca inopinada.
Eu sou suor ou calafrio
Paciente ou sem pavio
Garapa ou água salgada.
Eu busco o vício ou a virtude
A dissolução ou a santidade
Quero o asseio ou o grude
O gozo mundano ou da eternidade.
Eu vomito o que é tépido.
Tenho pés preguiçosos ou lépidos.
Não sei o que é meio.
Vivo nas extremidades."
Valdemar Freitas
Em: 10/08/2013

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